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A retração da economia do Brasil mostrou seus piores efeitos este ano

O país ganhou mais de 2 milhões de desempregados. Caíram o poder aquisitivo e o consumo, subiu a inadimplência, o crédito escasseou. Assim, muitos brasileiros têm feito malabarismos para sobreviver à recessão.

Por Solaris Da Redação dia em Notícias | Fonte: Portal Contábil

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Cláudia Barbosa passou a comprar em atacarejo e, pela primeira vez em muitos anos, não vai viajar neste final de ano. Roberto Cordeiro Leite deixou de dar aulas e virou motorista do Uber. Já o casal Mariana Sola e Eduardo Silva passou a vender brigadeiros na rua, foi morar de favor e adiou o sonho de ter filho por tempo indeterminado.
Com o prolongamento da recessão e o desemprego em alta, o brasileiro teve que apertar ainda mais os cintos em 2016 e abrir mão de alguns hábitos de consumo que acreditava serem conquistas. O ano termina com inadimplência recorde, renda em queda e confiança baixa em meio a dúvidas sobre a retomada da economia em 2017. 

Para mostrar os impactos da crise econômica na vida dos brasileiros, o G1 reuniu três histórias de trabalhadores que tiveram que mudar de ocupação ou de hábitos de consumo em 2016. Confira mais abaixo. 

O número de desempregados saltou para 12 milhões, um acréscimo de mais de 2 milhões em 1 ano. A taxa de desemprego está em 11,8% e só não é maior porque também aumentou o número de pessoas que simplesmente desistiram de procurar emprego. No ano, até outubro, foram eliminados mais de 750 mil postos de trabalho com carteira assinada. 

Até mesmo o trabalho por conta própria dá sinais de saturação. Em 1 ano, encolheu em mais de 720 mil o número de brasileiros com esse tipo de ocupação. Ou seja, muitos dos desempregados que tentaram abrir um negócio quebraram ou desistiram da empreitada. 

A deterioração do mercado de trabalho se refletiu também na perda de certas conquistas da classe média brasileira nos tempos de bonança, como plano de saúde e a TV por assinatura. No ano, 1,1 milhão de pessoas deixaram de ter planos de saúde e terão de recorrer ao sistema de saúde pública. E o número de assinantes de TV a cabo caiu 550 mil em 1 ano. 

Com medo do desemprego, crédito mais escasso e dinheiro mais curto, as famílias frearam os gastos. Segundo os dados do IBGE, as vendas do comércio varejista caíram 6,8% em 12 meses até outubro, a maior queda desde 2001. O consumo caiu em todos os setores, do supermercado ao shopping. Nas ruas e dentro de casa, atingindo até mesmo a vaidade e os cuidados pessoais. 

O ano de 2016 foi também de raspar os cofrinhos. Os saques na caderneta de poupança superaram os depósitos pelo segundo ano consecutivo. No acumulado até novembro, a saída líquida de recursos somou R$ 51,3 bilhões, o segundo pior resultado da história - perdendo apenas para 2015. 
Já a inadimplência dos clientes bancários bateu 5,9% - o maior patamar da série histórica do Banco Central, que começa em março de 2011 – o que refletiu na menor oferta de crédito e juros recordes do cartão de crédito e cheque especial. Hoje são cerca de 60 milhões de brasileiros inadimplentes. 

A inflação, que foi o vilão da economia no primeiro semestre, deu uma trégua no fim do ano. A inflação oficial desacelerou para abaixo de 8% em 12 meses, o que permitiu o Banco Central iniciar em outubro a redução da taxa básica de juros – o primeiro corte em quatro anos. 

O ano chega ao fim sem a certeza de que a crise atingiu o fundo do poço. Já são ao menos 7 trimestres consecutivos de queda do Produto Interno Bruto (PIB), e nos últimos meses pioraram as expectativas em relação à retomada da economia. O governo e parte do mercado projetam que a retomada deverá vir a partir do 2º semestre de 2017, mas já há quem diga que o crescimento será nulo no ano que vem.

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