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Com incertezas políticas, como preservar seu emocional no trabalho

O Brasil não é para principiantes, como dizia Tom Jobim. O clima de incerteza econômica e política que já se arrasta há mais de dois anos no país chegou a um ponto crítico após o primeiro turno das eleições de 2018.

Por Solaris Da Redação dia em Notícias | Fonte: Exame.com

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O Brasil não é para principiantes, como dizia Tom Jobim. O clima de incerteza econômica e política que já se arrasta há mais de dois anos no país chegou a um ponto crítico após o primeiro turno das eleições de 2018.

E chegando na reta final para o segundo turno, a polarização política e a falta de diálogo têm afetado a saúde mental da população brasileira.

Junto a isso, a vida normal no trabalho continua, com metas a serem cumpridas e problemas no escritório que exigem sua atenção total. No entanto, o seu cérebro está contra você na hora de tomar decisões em momentos como esse.

O desconhecido gera estresse, medo e insegurança, seja por uma ameaça externa ou por fatores dentro das empresas. A reação do cérebro é fisiológica e natural, de acordo com a coach executiva, Eva Hirsch Pontes.

“A incerteza exige tomar uma decisão. Fazer uma escolha é uma função mais sofisticada do cérebro e consome muita energia. Para muitos, ter que lidar com escolhas é desconfortável. Outras pessoas são mais calmas quando lidam com cenários incertos, elas possuem mais autocontrole”, explica a especialista.

Dessa forma, escolhas e desafios do cotidiano podem se tornar mais difíceis quando o contexto geral prejudica o pensamento racional.

Segundo a coach, algumas pessoas vão sofrer mais intensamente com isso, enquanto outros profissionais possuem mais calma e autocontrole, independente do cenário.

“Para um gestor, o horizonte nunca está claro. Se tudo fosse claro, então as decisões seriam tomadas sozinhas”, concorda Eva Hirsch.

Para lidar com incertezas, o diferencial está na inteligência emocional do indivíduo. É o que defende Gilberto Cury, fundador da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística.

“As fortes emoções prejudicam a tomada racional de decisão. A inteligência emocional tem vários componentes, entre elas saber lidar com variações emocionais. Melhor ainda, saber o que gera aquela emoção. A chave da brincadeira é o autoconhecimento. Se conhecer melhor é entender melhor”, explica Cury.

Para quem está com dificuldades, os especialistas dão dicas sobre como se comportam os profissionais inteligentes emocionalmente.

Como Cury apontou, as decisões devem ser tomadas após ter as emoções sob controle. “Quando algo abala nosso emocional, tendemos a cometer erros. Como uma briga no escritório que leva o funcionário a pedir demissão”, comenta ele.

Como a incerteza gera medo, a dica da coach Eva Hirsch é conversar com seu medo, mas evitando diálogos pessimistas ou de derrota. “Entenda que o medo não é ruim, mas uma reação primitiva para nossa proteção”, diz ela.

Em situações atuais, esse instinto não é o melhor companheiro e não pode ser seu único conselheiro. Quando deixamos o medo tomar conta da mente, ele ajuda a criar fantasias e cenários pavorosos, que apenas alimentam a insegurança.

“Com a inteligência emocional, trazemos o problema para o nível real. Se o pior cenário acontecer, como lidamos com o desafio? Qual é o plano de contingência? Podemos avaliar o lado ruim, o que temos a perder, e depois pensar no outro caminho, do que temos a ganhar”, explica ela.

Depois de entender as emoções e suas causas, vem a etapa de coletar informações. Os dois especialistas aconselham que para aliviar as incertezas é preciso fazer um levantamento dos recursos conhecidos. Combater o incerto com os fatos.

As fontes podem ser inúmeras. Desde estudos sobre o mercado e resultados internos da empresa até consultar outras pessoas, o importante é fazer sua pesquisa e buscar todas os fatores ao seu alcance. “Conversar com outras pessoas é super importante, você fica mais seguro no caminho que escolheu tomar”, fala a coach.

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