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Sem reforma, Previdência consumirá 80% dos gastos federais em 2026, diz secretário

Ministério do Planejamento informou que, sem o teto de gastos e a reforma da Previdência, dívida bruta atingiria 98% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019.

Por Solaris Da Redação dia em Notícias

Sem reforma, Previdência consumirá 80% dos gastos federais em 2026, diz secretário
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O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, disse nesta terça-feira (14) que, se a proposta de reforma da Previdência não for aprovada, os gastos públicos com esse setor, que hoje correspondem a 54% de todas as despesas primárias do governo federal, vão chegar a 80% em 2026.

Na conta feita pelo secretário estão incluídas as despesas com o pagamento das aposentadorias dos trabalhadores privados (INSS) e dos servidores públicos federais (RPPS), além dos Benefícios de Prestação Continuada e da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas).
Neste cenário, disse Caetano, restariam 20% do orçamento para o governo bancar as demais despesas.

"Existe para questões não previdenciárias hoje um total de 46% do orçamento, um pouco menos da metade. Essa metade vai virar menos de 20% se nada for feito", disse o secretário, durante um encontro técnico com jornalistas, realizado na Câmara.
De acordo com ele, mesmo com a reforma as despesas previdenciárias vão crescer até 2026, mas menos. A previsão é que, neste caso, os gastos cheguem a 66%.

Caetano também defendeu a igualdade de regras previdenciárias para homens e mulheres e rebateu críticas de que a reforma possa ser machista.
"Se nós somos [machistas], então o mundo inteiro é. Igualdade de tratamento previdenciário você vê em vários outros países. A gente está buscando aqui adotar um tratamento previdenciário uniforme, quer seja por gênero, servidor público, politico ou não. A gente está focando nesse aspecto", declarou o secretário.

Chantagem

Questionado se esse argumento não seria uma forma de chantagear os congressistas a aprovar a reforma, o vice-lider do governo na Câmara dos Deputados, Darcísio Perondi, que organizou o encontro, afirmou que não.

"Não estamos chantageando", disse Perondi. Ele afirmou que o ajuste fiscal colocado em prática pelo governo Michel Temer, e que já conta com a aprovação, pelo Congresso, do chamato teto para gastos públicos, só "sobrevive" com a aprovação também da reforma da Previdência.

Perondi afirmou que acontecerá "o juízo final" se a reforma da Previdência não for aprovada.

De acordo com o assessor especial do Ministério do Planejamento, Arnaldo Lima, sem o teto de gastos e sem reforma da Previdência Social, a dívida pública bruta, que atingiu 69,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no fechamento de 2016, patamar já considerado elevado para países emergentes, pode avançar para 98% do PIB em 2019.

Com o teto aprovado, e se a reforma da Previdência também passar, a dívida bruta cresceria menos: para 78,7% do PIB em 2019.

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